Através do ecommerce, é possível alcançar uma audiência em massa e a nível global. Trata-se, por um lado, de uma enorme vantagem, mas, por outro lado, de um desafio considerável. Em plena era de transformação digital, interessa, portanto, saber como é que uma marca se destaca e assume um papel de player no comércio eletrónico. Neste artigo, mostramos a necessidade urgente de desmistificar alguns pensamentos generalizados, mas errados:

 

 

MITO #1: "OS VISITANTES MOBILE NÃO CONVERTEM"

Nos últimos anos, verificou-se um aumento acentuado no tráfego online via mobile. Estamos na era do mobile first, uma estratégia na ordem do dia, já que, quando falamos nos consumidores de hoje, falamos automaticamente em dispositivos móveis. De facto, a maioria vai chegar a um website através do mobile, em vez do laptop ou desktop. Por isso, se o mesmo não está otimizado para dispositivos móveis, podemos dizer adeus a mais de 50% da potencial receita.

 

Os gigantes do comércio eletrónico – como eBay e Amazon – contam todos os dias com milhares de vendas móveis. Então, por que é que continuamos a pensar que não é possível? Se a taxa de conversão em mobile é menor, devemos ter em consideração a buyer's journey multicanal: é comum os compradores começarem a pesquisa num dispositivo móvel antes de mudar para um computador para finalizar a compra. Muitos consumidores ainda sentem que as transações num computador são mais seguras, mas esta ideia está a atenuar e em breve não será tão estranho terminar uma compra em mobile. Aliás, isso já acontece e as marcas devem estar preparadas.

 

MITO #2: "A PERSONALIZAÇÃO É UMA PERDA DE TEMPO"

O consumidor de hoje toma decisões com base em fatores como confiança, preço, avaliações ou mesmo o design do website. Mas quando a grande parte dos websites que visita são semelhantes, é preciso fazer diferente e captar a atenção: apelar diretamente ao utilizador. Ter em conta o seu histórico de pesquisa, ter landing pages otimizadas e desenhadas vai poupar tempo ao potencial comprador. Quanto mais personalizada é a experiência do utilizador, mais rapidamente o vamos fidelizar.

 

MITO #3: "JÁ NINGUÉM LÊ E-MAILS"

O e-mail continua uma das formas mais eficazes de converter – mais até que as redes sociais. Mais de 90% das pessoas verifica diariamente a caixa de entrada, o que torna provável que a marca em causa seja notada. Com ferramentas de automatização de e-mail é possível criar campanhas personalizadas, segmentadas e escaláveis, através do envio de ofertas e conteúdos que vão nutrir e aproximar o utilizador da plataforma de comércio eletrónico. Os e-mails personalizados geram taxas de conversão 6 vezes mais elevadas que e-mails sem personalização.

 

MITO #4: "AS MARCAS TÊM DE ESTAR EM TODAS AS REDES SOCIAIS"

De que vale estar presente no Twitter, por exemplo, se o nosso público usa maioritariamente o LinkedIn ou o Pinterest? Sim, existem algumas exceções, mas - a não ser que falemos em marcas multinacionais de renome -, é provável que não seja necessário gastar todas as nossas energias a atualizar cada um dos canais que existem. Pelo contrário, o ideal é mesmo concentrar esforços naqueles que são os canais comprovadamente populares dentro do nicho de cada marca. Nada como pesquisar e observar as redes sociais que a nossa audiência já utiliza.

 

MITO #5: "NÃO PRECISO DE UM FUNIL DE CONVERSÃO DE REDES SOCIAIS"

A gestão de um projeto ecommerce pode ser árdua: começar é simples, fazer com que resulte já é outro assunto - e é por isso que devemos planear uma estratégia. A maioria dos leads devem ser nutridos, muito antes de começarmos a lucrar com eles e é aqui que entra o valor das campanhas em redes sociais. Os funis de conversão de redes sociais podem ser usados para aumentar seguidores, construir uma lista de subscritores de newsletter, despertar o interesse em descarregar conteúdos, entre muitas outras opções. Uma ideia a reter é que os esforços em redes sociais levam o seu tempo. Tal como o SEO, trata-se de uma estratégia a longo prazo - mas funciona

 

MITO #6: "O ECOMMERCE LIMITA AS OPÇÕES DE PAGAMENTO DO CLIENTE"

Uma plataforma ecommerce robusta permite aos consumidores selecionar entre uma variedade de opções de pagamento após o registo. É possível implementar uma série de gateways de pagamento. Além disso, é também possível integrar a plataforma com o sistema de aprovisionamento dos clientes.

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MITO #7: "OFERECER DESCONTOS A QUEM DEIXA CARRINHOS ABANDONADOS É BOA IDEIA"

Oferecer sempre descontos a quem abandona carrinhos poderá levar a resultados, mas é uma estratégia que deve ser previamente pensada. Quando os clientes se apercebem que, ao deixarem itens nos carrinhos, recebem descontos via e-mail, há grandes hipóteses de que adotem esta tática mais vezes. E, sim, é possível que permita vender mais um ou outro produto a curto prazo. Ainda assim, a longo prazo, arriscamos que os utilizadores abusem descontroladamente do sistema. Este tipo de oferta pode ser usado em momentos estratégicos como, por exemplo, quando um cliente tem um grande número de produtos no carrinho - ou então quando é um artigo mais dispendioso - ou ainda quando são novos utilizadores.

 

MITO #8: "GERIR UMA LOJA ONLINE É MUITO MAIS BARATO QUE UMA LOJA FÍSICA"

Gerir uma marca de comércio eletrónico é tão - senão mais - dispendioso quanto uma loja física. O comércio eletrónico é muito mais que um catálogo online. Como qualquer negócio, envolve fatores como, por exemplo, a gestão de fornecedores, envios, armazéns, marketing, entre outros. Por essa razão, os custos para toda essa gestão são também significativos. O nosso conselho honesto é que, de facto, não vale a pena entrar no mundo ecommerce se a única razão para tal é nada mais que o custo.

 

MITO #9: "O MEU WEBSITE JÁ ESTÁ FEITO E NÃO É PRECISO MAIS NADA"

Esta é uma ideia errada entre muitos estreantes no ecommerce durante a fase de desenvolvimento do website: "basta comprar um domínio e ter a storefront pronta". Ah, como é bom sonhar... Mas a verdade é que a parte complicada ainda não acabou e é agora que o trabalho para conquistar a confiança do cliente começa. Em primeiro lugar, é preciso uma estratégia de conteúdo. Não esquecer ainda que, em qualquer que seja o nosso nicho de mercado, temos ainda de compreender a nossa concorrência. Só nos vamos posicionar como um especialista no mercado, e só vamos gerar tráfego consistente, se dermos ao nosso público uma razão para voltar.

 

Além do conteúdo, há que lembrar que um website ecommerce sem uma estratégia ativa de marketing(ex: SEO, campanhas PPC, redes sociais) é o mesmo que não ter um website de todo. Por último, é fundamental reunir e analisar métricas para perceber o que está - ou não - a funcionar. A principal ideia que devemos reter aqui é que é importante um website ter bom aspeto, mas, se lhe falta a capacidade de converter, de nada serve ter uma loja online.

 

MITO #10: "A RECEITA É A ÚNICA MÉTRICA QUE IMPORTA"

A receita é uma das métricas mais importantes de uma loja online. No entanto, é fácil nos tornarmos excessivamente obcecados com o retorno e esquecermos de prestar atenção a outros dados que oferecem uma melhor ideia do ponto de situação - em relação ao desempenho global da marca e ao comportamento do consumidor. Métricas como pay per click, taxa de conversão ou taxa de rejeição são apenas algumas dessas estatísticas que devem certamente ser consideradas. Sem elas, podem escapar-nos alguns sinais cruciais e oportunidades.

 


 

Em suma, é certo dizer que não podemos acreditar em tudo o que ouvimos. Um gestor ecommerce tem sempre a seu cargo cargas de trabalho multitasking e torna-se, por isso, imperativo não cair em certos mitos generalizados. A verdade é que vai sempre haver opiniões contraditórias sobre o que realmente funciona e não funciona em comércio eletrónico. Mas a verdadeira chave para que qualquer marca resulte online é conseguir transmitir uma experiência ao utilizador. Por isso, é preciso gastar algum tempo a analisar e escolher a plataforma que melhor se enquadra no próprio modelo de negócio.

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