O confinamento durante a pandemia não provocou só um aumento da corrida aos rolos de papel higiénico ou à farinha, mas também da procura por soluções de comércio eletrónico

Se, por um lado, o Coronavírus levantou uma crise sem precedentes, por outro, podemos encará-lo como uma rara oportunidade, capaz de mudar padrões de consumo. Esta fase levou nitidamente muitas pessoas para o online – aumentando as vendas ecommerce em vários segmentos –, enquanto outras empresas de retalho deixaram de existir ou estão em vias de fechar.

Notámos que esta necessidade de passagem para o digital foi, em larga medida, procurada por negócios com poucas ou até nenhumas vendas online. Aqui, na PRIMARIU, recebemos pedidos de colaboração vindos sobretudo de dois tipos de perfil, que passamos a explicar a seguir.

O primeiro, foram empreendimentos já com alguma presença online, que, ao verem a taxa de conversão crescer exponencialmente durante o pico da pandemia, se depararam com dificuldades em escalar o volume de vendas.

O segundo tipo foram os negócios sem qualquer canal de vendas online, que dependiam exclusivamente de canais físicos e viram o seu volume de negócios a cair drasticamente (em alguns casos até, a parar por completo, precisando, portanto, de encontrar uma forma rápida de começar a vender online).

Nos dois cenários, contudo, sabíamos que não bastava gerarmos vendas pontuais. Pelo contrário, fazemos questão de alertar que qualquer solução de comércio eletrónico exige adaptação das empresas. Inclusivamente depois da pandemia, estas marcas e pequenos comerciantes devem ter presente a retenção de clientes. É por esse motivo que as ações tomadas durante esta fase vão determinar se os clientes se tornam – ou não – fidelizados no futuro.

“Tempos excecionais requerem medidas excecionais” – este velho adágio nunca foi tão óbvio! Agir rápida e assertivamente tornou-se crítico, no entanto, nesta busca muitas vezes desesperada por soluções rápidas, sempre tivemos, na PRIMARIU, um cuidado específico: alertar para necessidade de se desenvolverem respostas para objetivos a curto, médio e longo prazo. No princípio de qualquer projeto, temos consciência de que fazer escolhas pouco assertivas pode, de facto, comprometer não só o arranque e crescimento do negócio, bem como tornar-se muito dispendioso adiante.

Estima-se que a atual pandemia tenha acelerado a transformação digital em cerca de 5 anos. Por exemplo, pessoas que nunca tinham comprado online produtos de mercearia, passaram a fazê-lo através das lojas online de supermercados. Descobriram um mundo novo, onde não só conseguem comparar calmamente preços e características, como até é mais fácil resistir a compras por impulso.

A possibilidade de ter frescos como fruta, carne ou peixe entregues em casa de forma rápida, cómoda e sem custos desmedidos veio possivelmente para ficar – isso e até mesmo o ato de comprar diretamente a produtores e negócios locais, no caso dos que estão preparados para tal.

Soluções nascidas durante a Covid-19 querem-se ágeis e versáteis, pelo menos o suficiente para se adaptarem às mudanças que ainda estão por vir. Agora que cada vez mais consumidores se convertem ao comércio eletrónico, prova-se, se dúvidas ainda houvesse, que o sistema funciona.

No que diz respeito ao comportamento de compra, será de esperar que esta prática se generalize ainda mais, mesmo após o fim do momento que atravessamos. Quer seja no espaço de semanas, meses ou anos, a pandemia vai terminar e certamente alguns hábitos não voltarão ao que eram. Neste prisma, se nos perguntarem se, de facto, esta mudança se tornará permanente, isso já vai depender em grande parte das ações levadas a cabo agora.

O que começou como uma emergência, hoje já oferece – tanto às marcas como aos clientes – novas oportunidades que simplesmente não existiam há três meses. Apelamos, então, a olhar não apenas para o imediato, mas também para o que aí vem, porque as oportunidades existem para quem as quiser (e souber) aproveitar.

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